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Dec 08 / 2025

O uso de bicicletas elétricas no contexto empresarial começa a deixar de ser considerado tendência para se assumir como instrumento de gestão. Entre benefícios de saúde, ganhos de eficiência e redução de custos, as e-bikes conquistam espaço em programas de mobilidade corporativa e até no setor do turismo.

Um estudo recente do Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional indica que colaboradores que utilizam bicicleta — elétrica ou não — para deslocações regulares apresentam entre 8% e 12% menos risco de episódios de baixa médica, percentagem que sobe para 18% quando se analisam ausências prolongadas.
Na prática, significa menos dias perdidos e maior regularidade de desempenho.

A nível europeu, o selo Cycle-Friendly Employer já certificou várias centenas de empresas, incluindo o próprio Parlamento Europeu, que disponibiliza estacionamento dedicado, bicicletas de serviço e manutenção gratuita aos funcionários. O que antes era visto como experiência-piloto tornou-se política institucional.

Em Portugal, multiplicam-se empresas que adotam programas de incentivo ao uso de bicicletas elétricas. A motivação é pragmática: reduzir atrasos associados ao trânsito, diminuir custos de estacionamento e garantir que os colaboradores chegam ao trabalho menos sujeitos ao stress matinal. As formas de integração destes programas variam entre:

  • subsídio de mobilidade ativa - atribuído a quem comprova deslocações regulares em e-bike;
  • leasing ou assinaturas corporativas - que incluem manutenção e seguro;
  • frotas partilhadas, usadas em deslocações curtas para clientes ou visitas técnicas.

Apesar das diferentes abordagens, a conclusão recorrente entre gestores é a mesma: com menos entraves operacionais, a adesão aumenta.

Outra vantagem deste tipo de iniciativas é o investimento reduzido. A introdução de bicicletas elétricas exige investimento mínimo: estacionamento seguro (preferencialmente, com vigilância), pontos de carga, cacifos para equipamento ou acessórios e pequenas áreas de manutenção. Segundo consultores de mobilidade, estas medidas contribuem para uma maior “normalização” da bicicleta elétrica no contexto profissional e são fatores determinantes na tomada de decisão de utilizar a bicicleta como um meio de transporte.

No turismo, a adoção é ainda mais visível. Hotéis, alojamentos rurais e empresas de aventura recorrem a frotas de e-bikes para alargar a oferta de atividades. As bicicletas elétricas permitem acesso a zonas antes dependentes de transporte motorizado, tornando experiências mais acessíveis a um público diversificado. Para além disso, empresários do setor afirmam que a utilização de e-bikes tem contribuído para aumentar a permanência média dos visitantes e reforçar a atratividade local, sobretudo em regiões com património natural.

As bicicletas elétricas deixam de ser vistas como benefício periférico e afirmam-se como ferramenta com reflexo direto no desempenho organizacional. No setor empresarial e no turismo, o movimento é claro: a e-bike entra cada vez mais no quotidiano e — ao contrário do trânsito — avança depressa.

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